terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Vítima boa é vítima morta

O caso do promotor encontrado morto ao lado da mulher, nesta terça, na Barra da Tijuca, veiculado pelo jornal Extra traz embutida uma nova forma de fazer jornalismo. E o jornalismo nunca desceu tão baixo.
A questão é a seguinte: houve um crime. Portanto, houve vítima e criminoso. Em tempos quase imemoriais o jornalismo se interessava pelas nuances do, digamos, evento. Ou o próprio jornalista ia a campo em busca de respostas para o caso ou aguardava o laudo da perícia e a investigação final da Policia. Hoje, de forma cruel um servidor do Estado morre e o jornal Extra inverte a lógica e os valores e coloca a vítima como alguém merecedora do crime. Não se trata de um bandido, que fique claro! A inversão dá-se pelo critério de saber a orientação política da vitima, em vez de buscar saber as razões da violência contra a vítima.

O campo é substituído da vida real para o mundo virtual das redes sociais e o ímpeto da busca pela verdade passa a ser o impeto pela comprovação de que "lado" alguém está. No caso, o promotor Marcus Vinícius da Costa Moraes Leite, que, por ser um apoiador do deputado Jair Bolsonaro, sofre a injustiça perpetrada pelo jornal. Não respeita-se o morto; não basta ter sofrido a violência dos disparos que vítimou também sua mulher, agora sofre a violência dos disparos que vitima um inimigo politico.  

O texto segue com a excravél intenção de fazer com que, no fim das contas, a morte nem foi tão ruim assim; que, na verdade,a  vítima que não é do meu "lado" e não segue a minha cartilha não é uma vítima boa. E vítima assim só é boa morta. Veja o tom do título:



Confira o texto no link abaixo:

https://extra.globo.com/casos-de-policia/promotor-encontrado-morto-defendia-rigidez-na-justica-foi-criticado-por-discriminacao-22292473.html?utm_source=Facebook&utm_medium=Social&utm_campaign=Extra

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