quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Arco do Teles se mobiliza pelo fim da Uerj

Não era mais uma noite de verão. Não era um 24 de Janeiro qualquer. Dois eventos importantes aconteciam. A condenação ex-presidente Lula era comemorada, mas sobreposta por um novo acontecimento. Acontecido a olhos vistos, muitos frequentadores do Arco, já tristes pela notícia que acabavam de receber, fundavam então uma nova frente. Em comum o diploma em uma universidade pública que já não reflete mais os seus anseios por uma educação gratuita, laica e de qualidade. 

"A Universidade agora é aqui fora", diz o militante Carvalho.
"Chega de conviver com a classe média. Ela não tem nada a nos oferecer senão alienação", diz o administrador Melo.
"Aprendi muito mais assistindo vídeos de Terreiros do que em sala de aula", ironiza Mendes.
O mentor da "tribo", (termo como gostam de usar, uma referência clara que quando militavam contra a derrubada da Aldeia Maracanã), Lucas Cuzitano, é quem lhes serve de inspiração. Segundo a tribo, Lucas foi o primeiro a levantar a bandeira e usando argumentos lógicos. Não a lógica branca burguesa, mas a outra lógica. 

Assim, da tristeza e insatisfação, fez-se a mobilização Assim surge o movimento "A Uerj tem que acabar"

No final, todos se abraçaram. Foi lindo. E o Arco do Teles, que andava cabisbaixo e sem perspectiva, respira.

Assistam:



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