O antropólogo Antonio Risério, autor do livro "A Utopia Brasileira e os Movimentos Negros", em artigo na Folha de São Paulo que vocês podem conferir aqui mostra como os movimento negros, hoje, ressuscitaram as idéias de Abdias do Nascimento, ex-ativista negro que participou de movimentos como Frente Negra Brasileira, Negritude e Pan-Africanismo.
Abdias acreditava que havia no Brasil estratégia de embranquecimento da população.e aniquilação da raça negra. A estratégia adotada para isso seria a miscigenação. Não à toa, hoje, vemos em algumas manifestações cartazes com os dizeres "Miscigenação também é genocídio", estando implícito aí o genocídio da raça negra.
Os "movimentos negros", como Risério prefere tratar, têm aumentado sua força desde os governos de Lula e Dilma, que promoveram políticas racias em favor dos negros, reservando-lhes uma porcentagem das vagas nas universidades e nos concursos públicos, as também conhecidas por "ações afirmativas".
O resultado dessas políticas já são vistos. De início, todos que se auto-declarassem negros concorriam às vagas nas universidades apenas com outros auto-declarados negros. O caso virou uma farra, pois, como o Brasil é um país miscigenado, todos têm em seu próprio sangue um pouco do sangue de algum ascendente negro. Mas há o lado da malandragem também, O jeitinho brasileiro, modus operandi de sobrevivência nessas terras, fez com que muitos fenotipicamente aclareados, fugissem da ampla concorrência nos vestibulares e concursos e se aproveitassem das "cotas raciais". É claro que isso não iria muito adiante.
Para evitar o acesso dos mais branquinhos nas universidades e instituições públicas por via das ações afirmativas, logo começaram a aparecer os horrendos tribunais racias, os quais não mais usariam como critério a auto-declaração racial de uma pessoa, mas, a partir de então, a cor de sua pele.
Percebam como, se os tribunais raciais não forem impedidos, é o fim da miscigenação contra a qual lutava Abdias do Nascimento, o Hitler tupiniquim? Se levarmos essa idéia às suas últimas consequências, é o fim não só da miscigenação, mas, também, do nosso colorido povo brasileiro formado da mistura das três raças: negros, brancos e índios.
Miscigenados de todo o Brasil: uni-vos!

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